beatriz @ 22:19

27/5/13

O jogo era perigoso. Ela sabia-o cada vez que o olhava nos olhos. Ela sabia quando passava por ele, o quanto o corpo dela vibrava, tal como o quanto as penas dela estremeciam ao mero "olá" dele. Ele provocava com o olhar, ele passava sempre bem chegado a ela mas ela mantia-se firme, não cedia, não reclamava nem dava sinais de estar a gostar ou a odiar, ignorava. Ela sabia que ele não era o caminho indicado para ela mas mesmo assim arriscou tudo e nada por ele. E assim as mãos dele percorreram o corpo dela, sem preocupações nem porquês, o que interessava era aproveitar o momento, o resto era mero acaso, as consequências eram inúmeras mas a vontade... essa supera qualquer medo. Nunca mais se viram, nunca mais se falaram, só restou a história anónima para contar.